Se procura um apartamento para arrendar em Lisboa, saiba que é a região mais cara para comprar e arrendar casa em Portugal. Em segundo lugar surge a região do Porto. Os valores descem nas cidades pequenas e zonas periféricas mas não há nada como viver no centro da capital com tudo o que Lisboa pode oferecer!
Os valores de renda têm aumentado na capital e em consequência nas regiões da periferia, causando dificuldades acrescidas a quem procura casa para alugar.
As causas para a escassez de casas disponíveis para arrendamento são complexas mas supõe-se que tudo isto se deve ao crescimento do sector do alojamento local, bem como a pouca oferta de imóveis para dar resposta ao aumento de procura gerado, em parte, pelo turismo e aumento de imóveis para alojamento local.
A renda mensal depende da localização, condição do apartamento, área, entre outros aspectos. Dentro de Lisboa, os valores variam muito por freguesia. A nível do mercado imobiliário de arrendamento, a renda de um apartamento em Telheiras e Sete Rios pode ser superior a 1000 euros (1300 euros e 1000 euros, em média, respectivamente).
Em Moscavide pode encontrar apartamentos com renda de 900 euros. Na zona do Parque das Nações (zona de casas de luxo) e Santa Apolónia, as rendas rondamos 800 euros. E na zona da Amadora é possível arrendar uma casa por 600 euros.
A subida do valor das rendas que se tem vindo a verificar aconteceu em todo o município de Lisboa e não se verificou nenhuma freguesia onde os valores tenham baixado. A freguesia de Santo António é a mais cara, com um valor mediano de 14,12 euros por metro quadrado. Por outro lado, Santa Clara é a freguesia mais barata, com um valor mediano de 8,63 euros por metro quadrado.
Lisboa é dos municípios em que o arrendamento representa uma maior taxa de esforço para as famílias, chegando a 68% do rendimento mensal médio.
Existe sobrecarga quando os custos da renda são superiores a 40% do rendimento do agregado familiar; no entanto, os 33% ficaram definidos como valor referência limite. A seguir a Lisboa os concelhos do país com a maior taxa de esforço para acesso ao arrendamento são Albufeira, Loulé, Cascais, Amadora, Portimão, Odivelas, Loures, Porto e Oeiras.
Com o Programa de Renda Acessível lançado em 2019, pelo presidente da Câmara de Lisboa, há a possibilidade de permitir que um apartamento T2 tenha a renda máxima de 600 euros para o inquilino.
Em simultâneo, está em vigor o Programa de Arrendamento Acessível que foi estipulado pelo Governo que também pode ser uma boa ajuda para quem procura casa para arrendar, uma vez que ambos os programas prevêem a disponibilização de várias casas a preços inferiores aos praticados pelo mercado imobiliário habitual.
Neste programa, a câmara de Lisboa, através de construção própria ou em parceria com empresas privadas, gere as casas e coloca-as para arrendamento. O valor exacto da renda dependerá do rendimento do agregado familiar, sendo que a renda mensal não pode ser superior que 30% dos rendimentos líquidos (rendimentos disponíveis após os descontos).
Esta percentagem dos 30% poderá diminuir tendo em conta o número de filhos a cargo do casal, sendo 2% por cada filho. Uma pessoa solteira que só ganhe o ordenado mínimo paga apenas 187 euros por um T1.
Em média, os preços rondarão os seguintes valores:
Neste programa, o Governo atribui benefícios fiscais aos senhorios que cobrem rendas 20% abaixo dos preços do mercado imobiliário de arrendamento actual.
No máximo, as rendas podem atingir os seguintes valores:
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